Segundo o supervisor do órgão no Acre, Thiago Caetano, os problemas na rodovia se estendem ainda mais, chegando até o Rio Liberdade, próximo ao município de Cruzeiro do Sul. Ele explica que o Dnit assumiu a rodovia somente no final do ano passado. Antes disso, a via era de responsabilidade do governo do estado.
Caetano afirma que, na verdade, a rodovia precisa se reconstruída, pelo menos na parte mais crítica. Para isso, o órgão está realizando estudos para viabilizar a obra, que só deve ser iniciada a partir de meados do próximo ano.
“De Sena Madureira até o Rio Liberdade, que é o pior trecho, nosso planejamento é reconstruir a estrada. Para deixar no padrão de qualidade do Dnit, precisamos fazer uma série de estudos para não cometer os mesmos erros do passado. Se as empresas cumprirem com o cronograma e não faltar orçamento, a nossa previsão é que no verão do ano que vem seja iniciado o trabalho de reconstrução”, diz.
O taxista Ranieri Fernandes, que costuma fazer o trajeto com passageiros, é um dos que sofrem com os riscos da BR-364. Para ele, todo cuidado é pouco na viagem. “A estrada coloca nossa vida em risco. Tem que dirigir com muita cautela, com prudência, para não arriscar a minha vida e dos meus clientes”, afirma.
Segundo o aposentado Almir Fernandes, a dificuldade é ainda maior para os condutores de carros de pequeno porte. Ele contabiliza os prejuízos. “Meu carro está amassado no ‘bico’ e no tanque de tanto bater, mas temos que passar por aqui”, conta. Quem concorda com o aposentado é o motorista Sebastião de Souza. “O carro passa pelos buracos, mas muito devagar, porque bate muito embaixo”, fala.
G1 – Colaborou Leandro Manhães, da Rede Amazônica no Acre