Família acusa instituição de saúde de negligência médica
Segundo relatos da família a parturiente já havia procurado a maternidade por três vezes antes do parto. Maria Alcilene procurou a maternidade de Cruzeiro do Sul pela primeira vez no dia 20 de junho, data estipulada durante o pré natal para o nascimento, mas apenas permaneceu internada por alguns dias e em seguida foi liberada.
Nas outras duas vezes que Maria Alcilene retornou a Unidade com as dores de parto, já conhecidas por ela que é mãe de 5 filhos, foi atendida apenas por estagiários. Segundo os relatos somente no dia 30 de junho o parto foi realizado após a verificação de que não existiam batimentos cardíacos do bebê.
“ Só quem atendeu ela foram os estagiários, os enfermeiros estavam era assistindo televisão e enquanto isso minha cunhada sentindo dor e sangrando e ninguém fazia nada por ela. A criança tinha tudo para ser saudável e linda como era, nasceu com 3,995 kg” falou a cunhada da vítima, Maria das Graças Rocha
A família da vítima relatou ainda que em nenhum momento foi realizada ultrasonografia para averiguar a situação vital do bebê.Eles acreditam que o motivo da morte da criança foi negligência médica por passar do tempo de nascer. A família se baseia na certidão de óbito que apontou a causa morte “sofrimento fetal”, que ocorre em decorrência da falta de oxigênio.
A direção da Maternidade informou que será realizada sindicância para averiguar os funcionários que estavam de plantão nos dias que a mulher esteve internada na unidade.
“ Vamos apurar através de sindicância, e todas as equipes que tiraram plantão serão investigadas” relatou Fabiana Ricardo, gerente da Maternidade.
Tribuna do Juruá – Da redação