No local não existe um ponto comercial que não tenha sido violado. Os proprietários perderam a soma das vezes chegaram pela manhã e encontraram as portas, grades e até o teto arrombados e os estabelecimentos praticamente vazios. Na última segunda-feira (01) mais um comercio foi visitado pelos marginais.
Os comerciantes não querem ser identificados temendo represália. Sem querer mostrar o rosto, uma senhora de 45 anos de idade, que trabalha no local há oito anos, contou que já não lembra o total de vezes que prestou queixa na delegacia. “Talvez nem na própria delegacia eles tenham registro das vezes que já denunciei, mas ao invés de diminuir, a cada dia aumenta mais o número de roubos aqui” – revelou a pequena empresária.
A mulher revelou que até já correu o risco em dormir no seu local de trabalho para evitar a ação dos bandidos. “Na noite que passei aqui eles tentaram entrar e perceberam que havia alguém dentro da loja. Pedi a Deus que ele metesse a mão na porta que eu não ia perdoar. Estava preparada para rolar os dedos dele com uma faca que utilizo para fazer os serviços na cozinha, mas ele não se arriscou” – disse a dona do pequeno restaurante.
Os comerciantes lamentam o descaso por parte da prefeitura que cobra taxas pela concessão de uso dos pontos comerciais, mas não contrata vigias para fazer guarnição no local.
Tribuna do Juruá