A peça envolve linguagens artísticas como teatro e dança contemporânea
O espetáculo construído ao longo de oito anos de pesquisa é baseado na mitologia dos índios Kaxináwas, do Rio Jordão. Durante a peça são abordadas as descobertas e conflitos do personagem Yo Bá Nawa Tarani, que transita entre o mundo dos seus desejos e a realidade vivida em sua aldeia, a peça mostra ainda o surgimento da ayahuasca. Após o índio ser encantado na Floresta ele começa a viver um mundo extraordinário, apaixonando-se pela cobra e passando a degustar a bebida produzida a partir do cipó, mas o índio sente falta da aldeia e da família e sente vontade de regressar ao seu mundo original. A classificação indicativa da peça é acima de 16 anos.
A Companhia Garatuja, de Rio Branco(AC), tem 23 anos de atuação e trabalha com diversas linguagens e modalidades de teatro e dança. Garatuja se tornou a maior companhia de teatro e dança do Acre com referências em todo o estado tanto com teatro quanto com a dança e realizam atualmente o maior evento de dança do estado, a Mostra Garatuja de Dança e o Festival de Dança do Aquiry.
O ator Victor Onofre, natural de Cruzeiro do Sul, mora há dois anos na capital e há um ano atua na Companhia Garatuja, e analisa positivamente a vinda de peças teatrais para o município
“ É importante uma peça como essa para esclarecer a população, muitas pessoas tem o dame como um alucinógeno, mas ele serve na realidade para esclarecer sobre assuntos da nossa vida e integrar o ser humano a natureza. Dessa maneira a população dará mais valor a cultura no nosso estado. Fazemos muitas pesquisas, e é um processo de aprendizagem constante. Depois de dois anos longe de Cruzeiro, volto agora em uma companhia profissional” disse o ator.
Durante as apresentações a companhia percorre aldeias indígenas, seringais e comunidades que usam a Ayahuasca, para buscar entender de maneira mais profunda a identidade dessas pessoas. Durante a visita ao município de Cruzeiro do Sul a companhia realizará paradas para pesquisa nas Comunidades do Rio Crôa e no Rio Gregório na Aldeia Yawanawa.
Tribuna do Juruá – Vanísia