A estimativa é de que 80 mil bovinos devam ser vacinados no Juruá
Neste ano o Fundo de Amparo ao Pecuarista (Fundepec) em parceria com o Estado realizam vacinações em áreas de difícil acesso, como Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Jordão e a Comunidade do Rio Môa. O trabalho será levado até as localidades através de vacinadores e veterinários das instituições.
Desde 2000 que o Acre se mantem como área livre da febre aftosa. O criador Franecir da Silva Lopes movimenta aproximadamente 500 cabeças de boi no mercado cruzeirense anualmente e sente a necessidade de prevenir os animais contra a doença.
Essa é a segunda campanha de 2013, a primeira foi realizada no mês de maio. A regularidade na imunização do gado deu aos criadores acreanos a possibilidade de manter relações comerciais com outros estados da federação, tendo em vista que o Acre foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura como zona livre da febre aftosa, por isso o gerente do Idaf no Juruá, Marcos de Souza, alerta que os criadores devem realizar a vacinação do rebanho até o fim do mês.
Caso o criador não cumpra as exigências da campanha, ele fica prejudicado, pois não poderá comercializar os animais e ainda estará passível à multa. O prazo para declaração da vacina é até o dia 15 de dezembro e deve ser feito no escritório do Idaf de cada município.
A segunda etapa da vacinação contra febre deverá movimentar, também, as casas agropecuárias. Estima-se que o mês seja de mercado aquecido para este tipo de estabelecimento, uma vez que a procura pela vacina contra aftosa estará mais acentuada no período. Em Cruzeiro do Sul a dose da vacina pode ser encontrada pelo preço de R$1,70.
A doença
A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta animais de casco fendido, como bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos.
A doença é transmitida principalmente pelo contato entre animais doentes e sadios. Mas o vírus também pode ser transportado pela água, ar, alimentos, pássaros e pessoas (mãos, roupas e calçados) que entraram em contato com os animais doentes. Os principais sintomas são febre, vesículas e úlceras na boca, patas e nas tetas, perda de apetite, salivação e manqueira. Ocorre também redução da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva. Pode haver mortes principalmente em animais jovens ou debilitados. É obrigatório que o produtor notifique o serviço de defesa agropecuária quando observar esses sintomas em seus animais.
Tribuna do Juruá – Vanísia Nery