De acordo Juberlene dos Santos, a vizinha que acompanhou todos os procedimentos, a médica, de nome Valesca, teria analisado um exame de ultrassonografia, na primeira vez que grávida chegou à maternidade, e teria afirmado que ainda não era o momento do parto. Sendo assim, a mulher foi liberada.
Sem confiar muita na palavra da médica, Juberlene ainda chegou a contestar a decisão da médica e até sugeriu que fosse a hora de retirar o bebê, já que a mulher teria completado os nove meses de gestação. “Pra mim ela foi omissa. Porque eu a chamei no corredor daquela maternidade e questionei: Doutora! Isso é normal? ela continua sentindo dor. E esse sangramento? Eu questionei a ela” – contou.
Mesmo assim, Nericilda deixou a maternidade e após cinco dias percebeu que o bebê tinha parado de se mexer no ventre. De volta à mesma unidade de saúde, Nercilda foi atendida por outro médico que constatou que a criança não apresenta mais sinais de vida. Imediatamente ela foi submetida aos trabalhos de parto, mas o pequeno Artur realmente já estava morto.
A família não se conforma com a perda irreparável. Segundo Juberlene, a mãe lamenta a todo instante por não ter a oportunidade de ver o filho com vida. A vizinha revelou que, assim que Nerecilda estiver em condições psicológicas irá mover uma ação judicial com a finalidade de responsabilizar a médica.
Tribuna do Juruá