O caso de latrocínio que chocou a cidade começa a ser julgado
A justiça deve começar hoje a audiência de julgamento, onde todos os envolvidos no crime, além de testemunhas e demais pessoas serão ouvidas. Entre os acusados, três foram transferidos para o estado do Paraná, sendo Maicon Douglas, José Valdenes e Eurico Mendes. Já João Vitor, que efetuou o disparo, Sergio Oliveira de França e Francisco Altevir estão em Cruzeiro do Sul e devem ser ouvidas pelo juiz da comarca local.
O tio da vítima, José Correia, informou que a manifestação feita pela família busca a pena máxima na condenação dos acusados.
De acordo com o juiz responsável pela Vara de Execuções Penais em Cruzeiro do Sul, Hugo Torquato, neste primeiro momento todas as pessoas envolvidas serão apenas ouvidas, e só depois acontece o julgamento.
“Essa audiência se destina a coleta de provas a respeito dos fatos que estão sendo apresentada pela acusação, colheita também das provas indicadas pela defesa, se destina a oitiva de testemunhas, oitivas de assistentes técnicos, caso haja, e se possível a conclusão dessa instrução ela vai se destinar também ao julgamento das pessoas acusadas”, explicou.
Segundo o juiz, como a prática cometida pelos acusados trata-se de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, o caso não será levado a júri popular.
“Não haverá júri popular, pois o Ministério Público denunciou como um crime de latrocínio é diferente porque a hipótese é de que não é de crime intencional contra a vida, embora tenha havido uma morte, o Ministério Público entendeu que a intenção era de levar o dinheiro, e não a morte, a morte é um dano colateral. Por conta disso ele não é julgado pelo Tribunal do Júri” declarou o Juiz.
De acordo com o juiz, os envolvidos no crime que foram transferidos para outro estado serão ouvidos através de carta precatória, por um juiz de outra comarca, por essa razão não existe previsão de quando acontece o julgamento.
Tribuna do Juruá – Uiliane Barbosa, com informações Alexandre Gomes.