A programação inclui exibição de filmes, palestras e um debate com os realizadores locais. O evento comemora os 40 anos de produção cinematográfica no estado, iniciado em 1973, época em que Rio Branco ganhava o Estúdio de Cinema Amador de Jovens Acrianos (Ecaja), que fora concebido por Adalberto Queiroz, Tonivan [Antônio Evangelista] e João Manhãs.
Além de produzir, a entidade se articulou e conquistou, junto ao poder público, a criação do Departamento de Assuntos Culturais da Secretaria de Educação, o embrião da Fundação Cultural, a atual FEM. O trio de jovens, autodidatas, ainda conseguiu um espaço para as suas reuniões, local que se tornou a Filmoteca Acreana na Biblioteca Pública Estadual. O movimento influenciou artistas e outras áreas, principalmente no teatro.
Ainda hoje, a relação entre o cinema e o teatro permanece de maneira muito colaborativa, por vezes levada na camaradagem, já que é necessário um alto investimento. Como não há mercado, as duas áreas acabam se completando e resistem apenas pela liberdade que o artista precisa ter para se expressar. Nesse caso o “apenas” já é motivo suficiente e incontestável. “O Ecaja foi, no sentido de representatividade, a nossa fase heroica”, diz o cineasta Alberto Queiroz.
Tribuna do Juruá – Jorge Natal