Latas de cerveja, seringa, papelotes e medicamentos controlados foram encontrados no carro da médica. Os fatores levaram o delegado a decretar a prisão em flagrante.
“Nesses casos, quando a pessoa tem um emprego fixo, residência fixa, primariedade, ela prestou socorro, não foi omissa após o acidente, isso é relevante”, relatou o delegado José Luiz Tonine.
A médica foi submetida ao teste de alcoolemia que acusou negativo, e se negou a fazer o teste toxicológico, que comprovaria o uso ou não de substancia entorpecente. Em depoimento a acusada alega que usou o remédio controlado a cerca de uma semana, mas a seringa encontrada no carro continha sangue ainda não coagulado, constatando uso recente do material.
“Sobre a vida pessoal nós fazemos questionamentos sobre a vida pregressa, mas em nenhum momento ela afirmou que fazia uso de entorpecente”, destacou o delegado.
A reação do ansiolítico é de aproximadamente 30 minutos, sendo proibido dirigir após o seu uso. No depoimento a médica alega que dirigia a cerca de 70 km por hora, e que o acidente teria sido ocasionado ao desviar de duas crianças. Ela ainda se diz surpresa com a presença do material dentro do veículo, mencionando que supostamente alguém poderia ter colocado sem o seu conhecimento.
Tribuna do Juruá – Vanísia Nery