A Rua Silvam está localizada em uma parte do Bairro Aeroporto Velho que se formou há quatro anos. No local é possível perceber duas realidades que diferenciam o modo de vida dos moradores. De um lado vivem empresários e servidores de alto escalão do serviço público que se acomodam em mansões e que não passam pelo problema. Esses construíram poços artesianos em suas casas e não percebem a falta do liquido preciso.
Esta é a situação do vendedor Domingos Dias da Costa que moram há mais de dois anos no local. “Estamos enfrentando uma verdadeira seca em plena região amazônica onde a água é um produto em abundância. Toda semana tenho que comprar para não deixar faltar água para minha família e, mesmo assim, ainda temos que deixar para lavar roupa na casa da mãe da minha esposa para economizar, porque se não for assim, a conta vai lá em cima” – disse o morador.
Com o objetivo de executar o programa Ruas do Povo, o governo do estado já instalou canos na rua, mas ainda não colocou a rede adutora. Há mais de quatro meses os tubos estão expostos na frente das casas, mas sem conduzir nenhuma gota d’água. O coordenador do programa, Gontran Neto, informou que o governo segue um cronograma de trabalhos e, que antes de providenciar a pavimentação de cada rua, já implanta a rede de água. Entretanto, não deu previsão de quando os moradores da Rua Silvam vão ter a rede concluída e interligada ao sistema de abastecimento de água da cidade.
Tribuna do Juruá – Da redação