Mais de 60 áreas de terra já foram demarcadas no lugar
“Eu não tenho para onde ir, moro de favor na casa da minha mãe. As poucas coisas que eu tenho estão na parte de baixo da casa da minha mãe, a noite eu durmo na cozinha por segurança, e estou aqui porque preciso muito de um lugar para morar”, disse a ocupante das terras Alberleide Nascimento.
“Aqui nesse conjunto mesmo não tem nem mais 10% das pessoas que foram as beneficiadas, a maioria já vendeu as casas e voltou para os lugares onde moravam. Deveria existir um critério de seleção mais rigoroso para que isso não acontecesse, pois pessoas que realmente precisam como nós infelizmente não somos beneficiados”, relatou.
“Estamos fazendo esse levantamento para que pessoas sem necessidade não venham a querer ocupar esses lugares”, explicou o líder comunitário.
Esta é a terceira vez que o local é ocupado. Nas outras duas vezes a alegação dada para desocupação do local é que o terreno faz parte de uma Área de Preservação Permanente, situação que faz os ocupantes solicitarem um esclarecimento específico.
“Essas terras foram compradas pelo governo na época que foi para construir o conjunto, e é tanta terra sem serventia para ninguém e nós estamos necessitando. Por isso queremos saber quem é o verdadeiro dono daqui agora, se podemos ou não construir, para que depois não venham derrubar nossas casas”, falou a moradora Socorro Martins.
Procuramos o representante do governo do estado em Cruzeiro do Sul, mas não conseguimos o contato com o mesmo. A secretária de Meio Ambiente Municipal também não foi encontrada para esclarecer se o local é área de APP.