A turma se uniu e realizou uma manifestação na frente do Ministério Público
Francinete Abreu é mãe da acadêmica Andressa, uma das prejudicadas com a falta do intérprete, e junto com os estudantes aderiu ao movimento.
“ Desde o inicio do ano eles sabiam que receberiam esses alunos e não se adequaram. Buscamos conversar com as pessoas responsáveis, mas até agora nenhuma reposta foi dada” falou a mãe da acadêmica.
Durante algumas semanas voluntários realizaram as interpretações na Universidade, mas atualmente os acadêmicos estão desassistidos. O Diretório Central dos Estudantes realizou um manifesto inicial no Campus Floresta convocando outros acadêmicos para se mobilizarem na causa.
“ A Ufac se disponibilizou a garantir a vaga de pessoas deficientes, mas incluir não significa simplesmente jogar dentro da universidade, eles tem que garantir profissionais para atende-los” explicou Maycon Silva, vice-presidente estadual do DCE.
Segundo o representante da turma de pedagogia, Alessandro Souza, os problemas da Universidade não se restringem a falta de um intérprete.
“ Na universidade existem ainda outros casos problemáticos, como alunos com deficiência física que não tem acesso a elevadores, pessoas com obesidade e não tem um assento certo que suporte essas pessoas, precisamos de respostas imediatas”, disse.
A pretensão dos acadêmicos é mobilizar todos os alunos do Campus Floresta e realizarem um novo manifesto com um número maior de estudantes que lutem com sentimento pela causa que não é apenas dos três estudantes, mas de outras pessoas que possam ingressar no Campus e tenham a mesma necessidade.
Tribuna do Juruá – Vanisia Nery