O projeto pretende criar e reestruturar a piscicultura na região e identificou, através de um diagnóstico, os principais gargalos na criação do peixe, entre eles a construção dos viveiros, a qualidade da água, a alimentação e o manejo adequado do pescado. Para dar soluções às situações identificadas, há possibilidade de criação de uma ração alternativa à base de frutas, verduras e massas. A ração garantiria uma economia de até 40% em relação à ração industrializada.
Morando na isolada comunidade da Foz do Besouro, município de Porto Walter, o agricultor Eurimar Matos da Silva assim analisou o curso; “A borracha e outros produtos extrativista, além da agricultura, precisam de uma complementação de renda. O peixe vai trazer isso”, almeja ele, garantindo que vai levar o aprendizado para o sua comunidade.
A capacitação adota instrumentos educativos e participativos que permitem a valorização dos participantes e seus saberes teóricos e práticos, além da aplicação dos conhecimentos adquiridos pelos agricultores no trabalho diário desenvolvido na produção do pescado. “Também orientamos para a formação e organização das associações e sindicatos”, acrescentou Gleiciane Oliveira Cruz.
Tribuna do Juruá – Jorge Natal