De acordo com o pesquisador Wilson Tadeu da Silva, instrutor da capacitação, esta tecnologia é de fácil instalação, sendo acessível ás diversas realidades das comunidades rurais, com impacto ambiental, social e econômico. Ele explica que a fossa séptica é composta por três caixas d’água de fibra de vidro interligadas entre si e ao vaso sanitário da residência. Mensalmente é adicionada a este sistema uma mistura de água com esterco bovino fresco, que fornece as bactérias que estimulam a biodigestão dos dejetos humano, transformando-os em um adubo orgânico líquido que pode ser usado na preparação do solo para o cultivo e na adubação de pomares.
Segundo ele, o adubo produzido por este sistema de fossas sépticas apresentaram resultados positivos, pois são ricos em nitrogênio, fósforo e potássio, ajudando a reduzir custos com a produção agrícola e proporcionando melhores condições de saúde as comunidades.
O projeto desenvolvido pela SOS Amazônia é financiado pelo HSBC Solidariedade e WWF e visa implantar 25 fossas sépticas na região do Juruá. Destas 24 na bacia do Rio Paraná dos Mouras, município de Rodrigues Alves e uma unidade demonstrativa na comunidade do Alto Pentecostes em Mâncio Lima, onde os multiplicadores participam de aula prática.
Tribuna do Juruá – Adelcimar Carvalho