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Técnicos são capacitados para atuarem como multiplicadores de fossa séptica

Um grupo de 50 (cinquenta) técnicos da extensão rural, da secretaria municipal de meio ambiente e da SOS Amazônia participam do curso de saneamento básico rural (Fossa Séptica Biodigestora), oferecido pela SOS Amazônia e a WWF. Estes técnicos serão capacitados para atuarem como multiplicadores na disseminação da tecnologia em comunidades rurais do Vale do Juruá. A capacitação aconteceu no auditório da Embrapa em Cruzeiro do Sul na quarta feira 06 e a parte teórica numa unidade demonstrativa instalada na comunidade Pentecostes.

A fossa séptica biodigestora é uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa Instrumentação de São Carlos – SP, com o intuito de substituir o sistema de fossas rudimentares utilizadas no meio rural, que contaminam o solo e os lenções freáticos, trazendo consequências graves à saúde das pessoas e ao meio ambiente.

De acordo com o pesquisador Wilson Tadeu da Silva, instrutor da capacitação, esta tecnologia é de fácil instalação, sendo acessível ás diversas realidades das comunidades rurais, com impacto ambiental, social e econômico. Ele explica que a fossa séptica é composta por três caixas d’água de fibra de vidro interligadas entre si e ao vaso sanitário da residência. Mensalmente é adicionada a este sistema uma mistura de água com esterco bovino fresco, que fornece as bactérias que estimulam a biodigestão dos dejetos humano, transformando-os em um adubo orgânico líquido que pode ser usado na preparação do solo para o cultivo e na adubação de pomares.

Segundo ele, o adubo produzido por este sistema de fossas sépticas apresentaram resultados positivos, pois são ricos em nitrogênio, fósforo e potássio, ajudando a reduzir custos com a produção agrícola e proporcionando melhores condições de saúde as comunidades.

O projeto desenvolvido pela SOS Amazônia é financiado pelo HSBC Solidariedade e WWF e visa implantar 25 fossas sépticas na região do Juruá. Destas 24 na bacia do Rio Paraná dos Mouras, município de Rodrigues Alves e uma unidade demonstrativa na comunidade do Alto Pentecostes em Mâncio Lima, onde os multiplicadores participam de aula prática.

Tribuna do Juruá – Adelcimar Carvalho

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